A Cidade

Pólo gerador de tantas riquezas, célula tronco de tantas cidades, Anápolis serve de farol na história econômica e política do Estado de Goiás.
Não por acaso foi o principal sustento na criação das duas capitais, a estadual e a federal.
O espírito empreendedor do seu povo já vibrava nos trilhos do trem da ferrovia inaugurada em setembro de 1935 - também não por acaso - no dia 7, Dia da Pátria, dia de um povo que honra o seu compromisso de ser brasileiro.
Com seu fervilhante comércio, Anápolis desencadeou, além do seu próprio desenvolvimento, o progresso das regiões vizinhas e sustentou-se até a década de 50, como o principal centro de distribuição de mercadorias de todo o Centro-Oeste Brasileiro, o que lhe rendeu o título de Manchester Goiana.
Filas imensas de caminhões aguardavam horas a sua vez nos vagões da ferrovia levando e trazendo grãos num vai-e-vem sem fim, repetindo o movimento das ruas gerando pela injeção de capital, que acarretou a criação de dois bancos genuinamente anapolinos o Banco Comercial do Estado de Goiás e o Banco Imobiliário do Oeste Brasileiro.
A Vida estava sintetizada na estação. Nos trens chegavam de automóveis a perfumes-franceses para senhoras e ingleses para os homens - vendidos no mais completo bazar de então, a "Rainha da Barateza", onde tropas e carros de boias descansavam à sombra de uma mangueira, depois de apear famílias numerosas que vinham resolver suas compras e visitas aos médicos, principalmente em setembro, para aproveitar a festa das "Barraquinhas do Senhor Bom Jesus".
De outros países chegavam sírios libaneses, japoneses e italianos. Já a Escola Flora Nigthgale trouxe os "ares" dos outros estados que mandavam para cá suas moças de família para a única escola de enfermagem do Centro-Oeste, onde tratavam dos doentes vindos de todas as regiões do país no afamado Hospital Evangélico.
Mais uma vez a história da Pátria Mãe se mesclou à história da cidade, com a chegada da base Aérea de Anápolis em 1970, que estampou de volta em nossos céus o tráfego de aviões freqüentes na décadas de 50 quando a cidade abrigava a única pista de pouso da região. Hoje a Base Aérea é responsável por toda a vigilância aérea e sensoriamento remoto da Amazônia, através do Projeto SIVAN e responde pela segurança aérea da Presidência da República.
Em novembro de 76, a criação do Distrito Agro-Industrial de Anápolis dá novo ritmo à história da cidade, que hoje abriga 86 empresas e destaca-se pelo seu pólo farmoquímico, que lhe deu o título “Capital dos Genéricos”.
No início do século XXI, o Porto Seco veio alargar as fronteiras da cidade, que retorna os trilho das rotas de exportação nas linhas linhas da Ferrovia Norte-Sul, colocando de novo Anápolis no eixo central de desenvolvimento e integração do país.
Atualmente, a Plataforma Multimodal interligando a economia nacional ao mundo, se destina à realidade, vinda da visão de homens que sempre acreditam que o destino desta cidade é pleno de luz, nascido deste colo generoso que fez Anápolis a mãe eleita de raças, credos e sonhos.

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